“Há uma espécie de conforto na auto-condenação.

Quando nos condenamos, pensamos que ninguém mais tem o direito de o fazer.”

 –Oscar Wilde

 

Será que eu estou fazendo um bom trabalho?

Eu estou realmente fazendo a diferença na vida dessa pessoa?

Será que eu estou passando credibilidade?

Será que o cliente vai perceber o meu nervosismo?

Será que ele está percebendo que eu esqueci algumas perguntas poderosas da sessão?

Será que o coachee vai achar amadora a minha sessão?

Será  que conseguirei aplicar as ferramentas de forma correta?

Será que meu cliente vai me enxergar como uma Profissional competente?

Você já parou para avaliar quantas críticas você se faz e o quanto ela causa insegurança no seu potencial de trabalho?

Essa insegurança é o que mais impede os profissionais de colocar a sua voz no mundo, começar os atendimentos em coaching parental e construir a autoridade.

A autocrítica é algo positivo, mas quando vem de maneira exagerada causa a procrastinação.

Nesse artigo eu falarei sobre as dicas poderosas para acabar com a paralisia causada pela autocrítica:

#1 Controle os seus pensamentos

Você não é o seus pensamentos. Essa é uma afirmação poderosa e muito, muito eficiente.

Todas as vezes que um pensamento parecido com os do começo do texto surgir, pare imediatamente, respire e siga esses passos:

  1. Entenda: Do que esse pensamento quer me proteger?
  2. Desafie: Isso é 100% verdade?
  3. Explore: Quem eu seria sem esse pensamento?
  4. Agradeça: Obrigada, mas esses pensamentos não representam quem eu sou;
  5. Ressignifique: Escolha pensar em algo que te fortaleça e te inspire a seguir.

#2 Desafie as suas crenças

Dúvidas e medos todos nós temos, mas quando os nossos pensamentos se transformam em sentimento de certeza, você instala uma crença.

Você pode pensar: – Será que o cliente vai perceber a minha falta de prática?

Ou pode pensar: – O cliente com certeza vai perceber a minha falta de prática.

Percebeu a diferença? O primeiro pensamento é um medo. O segundo é uma crença.

Se você tem uma dúvida sobre o que o cliente vai achar do processo, você tem mais chances de se movimentar e conferir, porque na sua cabeça há uma possibilidade dele não perceber. Se você pensa que ele vai perceber, as chances de entrar em campo se tornam praticamente nulas e você vai então entrar no ciclo vicioso do excesso de informação (saiba mais clicando aqui).

Desafie as suas crenças limitadoras.

Quando um sentimento de certeza surgir em forma de um pensamento pergunte-se:

Isso é verdade? (É realmente verdade que o cliente vai perceber a minha falta de prática?)

Como eu posso afirmar com 100% de verdade que isso acontecerá? (Como eu posso ter 100% de certeza que o cliente vai olhar para mim e perceber?)

O que eu quero no lugar desse pensamento? (Eu quero atender o cliente e estar lá para ele durante toda a sessão, dando o meu melhor e melhorar a cada sessão, junto com o cliente)

Esse novo pensamento te impulsiona? (Sim, muito)

Quando escolher o novo pensamento, acorde todos os dias e coloque essa intenção para o universo e para a sua vida.

#3 Tenha muito claro o seu Por quê

Por que é importante para você superar os seus medos e a sua autocrítica e avançar mesmo assim?

Deixamos para trás muitos sonhos simplesmente porque não temos a clareza deles. No processo de coaching parental aplicamos algumas ferramentas de investigação para determinarmos um objetivo Smart (específico, mensurável, alcançável e temporal).

E eu sempre peço para os próprios alunos aplicarem também essa ferramenta para as próprias vidas porque ter a clareza de um objetivo é libertador e te conecta diretamente a uma fonte inesgotável de motivação e determinação, capaz de superar inclusive os pensamentos limitantes.

Se te perguntam o que você faz e você não sabe ao certo como explicar;

Se te falam que coaching é “modinha” e você balança nas suas convicções e acha que pode ser mesmo;

Se você não sabe claramente quem quer atingir/ajudar;

Talvez os seus pensamentos estejam ligados a uma falta de por quê.

#4 Você só precisa estar um passo na frente do seu cliente

Acredite: Para causar a transformação em alguém você só precisa estar um passo na frente dessa pessoa.

O excesso de informação inclusive pode causar o distanciamento entre você e o seu cliente porque provavelmente você vai querer levar ele muito longe do que é preciso naquele momento (ou é capaz de lidar).

Se tem uma coisa que eu aprendi desenvolvendo 6 programas online é que os pais precisam de algo simples, que eles possam entender e aplicar.

Na grande maioria das vezes esses pais precisam de uma estrutura básica, entender que podem promover as mudanças na família, que são capazes.

Ter um método e ferramentas é essencial nesse quesito porque te dará confiança e fará as mudanças gradativamente, sessão a sessão, assim como entender que o seu cliente não vai notar o seu nervosismo (ele neste momento está pensando no próprio nervosismo e problemas).

Simplifique os processos, conecte-se com o seu por quê e dê o primeiro passo.

#5 Treino é treino, jogo é jogo

Timothy Gallwey é o americano que implantou a prática do coaching. No seu livro The Inner Game ele defende a tese de que o desempenho é igual ao potencial, menos as interferências.

E você só aumenta o desempenho se diminuir o medo, as dúvidas, a falta de foco e o tédio.

E você só conseguirá diminuir o medo e as dúvidas entrando em campo e praticando o que aprendeu. Funciona da seguinte maneira:

  1. Você estuda, aprende a metodologia do Coaching e estrutura os seus atendimentos. Essa é a parte onde o self 1 (parte racional) está funcionando a pleno vapor, para assimilar o conteúdo, ter foco, concentração.
  2. No momento do atendimento você precisa diminuir o seu self 1 (racional) e entrar com tudo no seu self 2 (emocional). Nessa hora, quando o cliente está na sua frente, contando sobre as questões dele, você não pode pensar em você. Isso mesmo. Não é sobre você: é sobre o seu cliente, sobre o quanto ele precisa ser ajudado e sobre o quanto você fará de tudo para ajudá-lo nessa.

Fazendo a analogia do livro, quando você está treinando, você pode se avaliar: – Fiz isso errado, preciso melhorar naquilo. Quando entrar no jogo, você precisa estar lá presente,dar o seu melhor, confiar e simplesmente jogar com o coração. Qualquer crítica destrutiva feita durante a partida vai fazer cair o seu rendimento.

Permita-se entrar em campo. Vá lá e simplesmente faça o que você aprendeu, o que você estudou. Você não investiu tempo e dinheiro para desistir agora.

Depois do jogo (da sessão) você pode usar de maneira inteligente a sua autocrítica, mas de uma maneira construtiva, para entender o que deu certo, o que deu errado e o que precisa melhorar na próxima sessão.

Que comecem os jogos.

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